Garmin Forerunner 165: Review Completo e Vale a Pena em 2026?
O Garmin Forerunner 165 foi lançado em 2024 como a porta de entrada da Garmin com tela AMOLED, e em 2026 ele continua sendo o relógio de corrida mais procurado da marca no Brasil, mesmo depois da chegada do sucessor Forerunner 170. Este review explica o que o 165 entrega bem, o que ele não tem, a diferença entre a versão padrão e a Music, e para quem ele ainda faz sentido hoje.
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Veredito rápido
Avaliação editorial: 8,5 de 10. É uma nota interna do site para orientar a leitura, não uma métrica oficial da Garmin, do Google ou de qualquer plataforma.
O Forerunner 165 é a melhor escolha para a maior parte dos corredores de rua que querem um relógio Garmin com tela bonita, GPS confiável, planos de treino adaptáveis e boa autonomia, sem pagar pelo pacote de análise avançada dos modelos superiores.
- Vale a pena para: quem corre na rua de 2 a 5 vezes por semana, quem está saindo de um relógio básico ou do celular, e quem quer a tela AMOLED da Garmin pelo menor preço.
- Não vale a pena para: quem faz triatlo, quem corre trilha técnica e quer mapas, quem treina por carga e prontidão (Training Readiness) ou quem precisa de GPS multibanda em cidade com prédios altos.
- Padrão ou Music: a versão Music só adiciona WiFi e 4 GB para playlists offline de Spotify, Deezer e Amazon Music. Se você corre com o celular no bolso, a padrão resolve. Se quer correr sem o celular ouvindo música no fone, vá de Music.
| Versão | Para quem | Conferir |
|---|---|---|
| Forerunner 165 (padrão) | Corre com o celular por perto | Ver preço atual |
| Forerunner 165 Music | Quer música offline sem o celular | Ver preço da versão Music |
Ficha técnica
| Item | Forerunner 165 |
|---|---|
| Tela | AMOLED sensível ao toque, 1,2 polegada, 390 x 390 pixels |
| Caixa | 43 mm, polímero reforçado, lente de vidro |
| Peso | cerca de 39 g |
| Pulseira | silicone de 20 mm, troca padrão |
| GPS | multi GNSS (GPS, GLONASS, Galileo), banda única, sem multibanda |
| Altímetro barométrico | sim |
| Sensor cardíaco | Garmin Elevate V4, com SpO2 |
| Garmin Pay | sim, nas duas versões |
| Música offline e WiFi | só na versão Music (4 GB) |
| Bateria (modo relógio) | até 11 dias, ou 4 dias com tela sempre ligada |
| Bateria (GPS) | até 19 horas em GPS simples, cerca de 17 horas com todos os sistemas, cerca de 7 horas com música |
| Perfis de esporte | mais de 25, sem modo triatlo e sem águas abertas |
| Resistência à água | 5 ATM |
Fonte: especificações da Garmin e análise técnica consultada. Peso e autonomia podem variar conforme o uso.
Quanto custa hoje
Preços de eletrônicos mudam com frequência. Trate a tabela como referência de faixa, observada em setembro de 2026, não como valor fixo.
| Loja | Forerunner 165 padrão | Forerunner 165 Music |
|---|---|---|
| Mercado Livre | R$ 1.500 a R$ 1.600 | cerca de R$ 2.000 a R$ 2.100 |
| Amazon | R$ 1.800 a R$ 2.500 | a confirmar na página |
| Garmin Brasil oficial | cerca de R$ 2.599 | acima da versão padrão |
| Lojas especializadas | R$ 1.650 a R$ 1.900 | cerca de R$ 2.100 |
Na prática, o Mercado Livre costuma ter o melhor preço da versão padrão, e a diferença para a Music fica em torno de R$ 400 a R$ 500.
O que é e para quem serve
O Forerunner 165 é um relógio de corrida com GPS. Ele foi feito para acompanhar treinos e provas de rua, registrar ritmo, distância, frequência cardíaca e evolução ao longo das semanas, e ainda funcionar como relógio inteligente básico, com notificações do celular, Garmin Pay e monitoramento de sono.
Ele serve bem para o corredor iniciante que quer sair do aplicativo de celular, para o corredor intermediário que treina para provas de 5 km a 21 km, e para quem faz academia e caminhada além da corrida. Entre as avaliações de usuários consultadas, a precisão do GPS e do sensor cardíaco e a leitura da tela ao sol aparecem como os pontos mais elogiados.
Ele não serve para quem quer um relógio de triatlo, para quem precisa de mapas na tela em trilha, ou para quem quer as métricas de carga de treino e prontidão que só aparecem do Forerunner 265 para cima.
Tela AMOLED e design

A tela AMOLED é o motivo principal para escolher o 165 no lugar do Forerunner 55. Ela é colorida, nítida, sensível ao toque e fácil de ler sob luz forte. Dá para usar no modo que acende ao girar o pulso, que preserva bateria, ou no modo sempre ligado, que consome mais.
A caixa de 43 mm em polímero é leve, com cerca de 39 g, e cai bem em pulsos médios. A construção é de plástico com lente de vidro, então não espere o acabamento em metal e safira dos modelos premium. Para uso diário e corrida, resiste bem.
GPS e precisão
O 165 usa GPS multi GNSS, que combina GPS, GLONASS e Galileo, mas em banda única. Ele não tem o GPS multibanda, também chamado de dupla frequência, que aparece no Forerunner 265.
Na maior parte dos treinos de rua, a diferença é pequena. O multibanda ajuda em situações específicas, como correr entre prédios altos no centro da cidade ou em áreas com muita árvore fechada, onde o sinal reflete. Se o seu treino é em ruas abertas, parques e pista, o GPS do 165 dá conta. O altímetro barométrico está presente, então os dados de ganho de elevação são medidos, e não apenas estimados.
Recursos de treino
O que o 165 tem:
- Planos de treino adaptáveis do Garmin Coach, que ajustam a semana conforme o seu desempenho.
- Sugestões diárias de treino.
- Status de HRV, que acompanha a variabilidade da frequência cardíaca durante o sono.
- Body Battery, que estima seu nível de energia ao longo do dia.
- VO2 máximo estimado e tempo de recuperação.
- PacePro, que cria estratégia de ritmo para uma distância, inclusive levando em conta subidas e descidas.
- Previsão de tempo de prova e previsão de tempo de chegada durante a corrida.
- Relatório matinal com resumo de sono, clima e treino sugerido.
O que o 165 não tem:
- Training Readiness, a nota diária de prontidão para treinar forte.
- Status de treino e carga de treino, que classificam se você está produtivo, mantendo ou destreinando.
- Modo triatlo e modo de natação em águas abertas.
- Suporte a medidor de potência de corrida e a rolo de ciclismo.
- Mapas na tela e ClimbPro.
Para quem só quer treinar, seguir um plano e ver a evolução, o pacote do 165 é suficiente. Quem gosta de acompanhar carga e prontidão de forma detalhada vai sentir falta desses recursos, e aí entra a conversa sobre o Forerunner 170 ou o 265.
Bateria
A Garmin informa até 11 dias no modo relógio, que caem para cerca de 4 dias se você deixar a tela sempre ligada. No GPS, são até 19 horas em modo simples e cerca de 17 horas usando todos os sistemas de satélite. Com música tocando no fone, a autonomia em GPS fica em torno de 7 horas.
Na rotina real de quem corre 4 a 5 vezes por semana, sem tela sempre ligada, é comum passar de uma semana entre recargas. Para quem vem de um relógio que carrega todo dia, é um salto grande de conforto.
Música e Garmin Pay: 165 ou 165 Music
As duas versões têm Garmin Pay, ou seja, pagamento por aproximação no pulso. A diferença está na música.
A versão Music adiciona WiFi e 4 GB de armazenamento interno para baixar playlists offline de Spotify, Deezer e Amazon Music, além de arquivos MP3. Assim você corre sem o celular e ouve música direto no relógio, por fone Bluetooth.
Vale a Music se você quer largar o celular na corrida. Não vale pagar a mais se você já corre com o celular no bolso ou no braço, porque fora a música as duas são idênticas.
Saúde e sono
Fora do treino, o 165 monitora sono com estágios e pontuação, detecção de cochilos, frequência cardíaca 24 horas, SpO2 sob demanda, estresse, respiração e ciclo menstrual. Tem também detecção de incidente e alerta de assistência, que enviam sua localização para contatos de emergência se você configurar.
Não é um relógio de saúde tão completo quanto um Venu, mas cobre bem o básico para quem quer entender sono e recuperação.
Prós e contras
Prós:
- Tela AMOLED nítida e bem legível ao sol.
- GPS e sensor cardíaco precisos para uso de rua, segundo as avaliações consultadas.
- Bateria que passa de uma semana no uso comum.
- Planos de treino adaptáveis e PacePro, recursos que costumavam ficar só em modelos mais caros.
- Garmin Pay nas duas versões.
- Leve e confortável para dormir e treinar.
Contras:
- Sem GPS multibanda.
- Sem Training Readiness e sem carga de treino.
- Sem modo triatlo e sem mapas.
- Caixa e pulseira de plástico, sem opção de tamanho menor.
- Preço oficial da Garmin Brasil bem acima do praticado no varejo.
Forerunner 165 vs 55 vs 265 vs 170
| Modelo | Tela | GPS multibanda | Prontidão e carga de treino | Faixa de preço no Brasil (set/2026) |
|---|---|---|---|---|
| Forerunner 55 | Transflexiva, sem toque | Não | Não | R$ 1.200 a R$ 1.500 |
| Forerunner 165 | AMOLED sensível ao toque | Não | Não | R$ 1.500 a R$ 2.600 |
| Forerunner 170 | AMOLED sensível ao toque | Não | Sim | ainda sem preço oficial no Brasil |
| Forerunner 265 | AMOLED sensível ao toque | Sim | Sim | R$ 2.700 a R$ 3.600 |
Resumo da escolha:
- Forerunner 55: só se o orçamento for curto e você aceitar a tela mais simples.
- Forerunner 165: o equilíbrio para a maioria dos corredores de rua.
- Forerunner 170: o próximo passo se você quer prontidão e carga de treino sem subir para o 265, quando ele chegar oficialmente ao Brasil com preço definido.
- Forerunner 265: se você quer GPS multibanda, análise avançada e não se importa de pagar mais.
Vale a pena em 2026?
Sim, para a maior parte dos corredores de rua, desde que comprado por um bom preço. No Mercado Livre, na faixa de R$ 1.500 a R$ 1.600, a versão padrão é uma das melhores relações entre preço e recursos da Garmin. Pelo valor cheio da Garmin Brasil, perto de R$ 2.599, a conta muda, e aí vale comparar com o 265 em promoção.
O lançamento do Forerunner 170 não torna o 165 obsoleto. O 170 adiciona recursos de análise, mas ainda não tem preço nem disponibilidade clara no Brasil, e o 165 segue com estoque amplo, milhares de avaliações positivas e preço mais baixo.
Perguntas frequentes
O Garmin Forerunner 165 é bom?
Sim. Entre as avaliações de usuários consultadas, ele tem nota média alta, com destaque para a tela, a precisão do GPS e a bateria. É considerado uma das melhores opções de entrada da Garmin para corrida de rua.
Qual a diferença do Forerunner 165 para o 165 Music?
A versão Music adiciona WiFi e 4 GB para baixar playlists offline de Spotify, Deezer e Amazon Music. Fora isso, as duas são iguais, inclusive no Garmin Pay. A Music custa cerca de R$ 400 a R$ 500 a mais.
Qual a diferença do Forerunner 55 para o 165?
O 165 tem tela AMOLED sensível ao toque, altímetro barométrico, Garmin Pay, mais perfis de esporte e planos de treino adaptáveis. O 55 tem tela transflexiva simples, sem toque, e um conjunto de recursos mais enxuto, por um preço menor.
O Forerunner 165 tem GPS multibanda?
Não. Ele usa GPS multi GNSS de banda única. O GPS multibanda aparece a partir do Forerunner 265 e ajuda principalmente em áreas urbanas densas e trilhas fechadas.
O Forerunner 165 serve para trilha?
Serve para trilha leve, com registro de rota e ganho de elevação pelo altímetro barométrico. Ele não tem mapas na tela nem ClimbPro, então para trilha técnica um modelo com mapas é mais indicado.
Vale a pena esperar o Forerunner 170?
Só se você quer especificamente prontidão de treino e carga de treino, e não tem pressa. Até o Forerunner 170 chegar ao Brasil com preço oficial, o 165 entrega quase tudo por menos.
Conclusão
O Garmin Forerunner 165 continua sendo, em 2026, a recomendação mais segura para quem quer entrar no ecossistema Garmin com uma tela AMOLED e recursos de treino de verdade, sem pagar pelo pacote avançado dos modelos superiores. Compre a versão padrão se você corre com o celular por perto, e a Music se quer deixar o celular em casa. Confira o preço atual e a reputação do vendedor antes de fechar, já que os valores variam bastante de uma loja para outra.